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A minha, a sua, a nossa cultura empresarial: como definir no momento de uma fusão ou aquisição?


A cultura organizacional nas operações de fusões e aquisições entre as empresas é um fator preponderante de observação.

Com a globalização e a maior interação entre empresas de diferentes nacionalidades e culturas, torna-se relevante o estudo dos fatores que podem levar empresas financeiramente “sadias” a obterem maior êxito nos processos de fusões e aquisições.

Nesse sentido, minimizar os impactos negativos da diversidade de culturas, e, ao mesmo tempo, aproveitar essa diversidade na organização pode constituir uma política acertada. O desconhecimento das diferenças culturais pode implicar em algum grau de insucesso nas operações. Porém, poucas empresas dão a devida importância ao assunto quando este requer a participação de uma equipe multidisciplinar.

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Uma operação de fusão ou aquisição pode envolver razões econômicas, estratégicas, financeiras e fiscais. Porém, independente da razão envolvida, é um processo irreversível e acontece não apenas entre empresas de segmentos diferentes, mas entre empresas de países e continentes diferentes. Desta forma, fica muito claro a importância à integração da cultura das organizações envolvidas para o sucesso das operações.

A adaptação de funcionários é um processo demorado e difícil de ser percebido pelos dirigentes das empresas. Aspectos aparentemente simples, como a liberdade para a utilização de roupas informais no trabalho pode se tornar um inconveniente quando acontece a fusão entre empresas de grande porte e culturas diferentes. Se para uma delas a mesma prática não é permitida, este pode ser o início de uma disputa de poder entre a liderança.

A cultura organizacional está presente não intencionalmente nas ações dos profissionais, porém, nas organizações assume importante papel nos processos de fusões e aquisições. Apesar de ter demonstrado uma relevante importância nos processos de fusão e aquisição ainda é baixa a percepção sobre a preocupação das empresas no aspecto em questão.

O ideal é que nessas operações não se avalie apenas o aspecto financeiro, mas a empresa como um todo, ou seja, que uma equipe multidisciplinar participe do diagnóstico de todo o processo. Este processo deveria começar na fase de “due diligence”, com a presença de Recursos Humanos, em especial da empresa a ser adquirida, objetivando atenuar as diferenças entre ambas. Apesar das possíveis divergências, não se pode dizer que uma cultura é boa ou ruim, apenas são diferentes.
Mais do que problema, a cultura pode e deve ser considerada uma vantagem competitiva!

O maior conhecimento das peculiaridades do comportamento cultural local evitam choques culturais como também evitam ações que possam comprometer a condução dos negócios.

A cultura organizacional mostra ser importante fator para o sucesso das operações de fusões e aquisições.

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